quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"Sem internet não haveria segundo turno”, concordam estrategistas de presidenciáveis

Izabela Vasconcelos
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Os coordenadores das campanhas nas redes sociais de Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV), concordam que a web foi fundamental para levar o candidato José Serra (PSDB) e a petista ao segundo turno. Para eles, Marina Silva conseguiu mobilizar muitos eleitores na web.

“Sem a internet, não haveria segundo turno”, afirmou o jornalista Caio Túlio Costa, estrategista da campanha de Marina nas mídias sociais. De acordo com ele, a web ajudou a candidata do Partido Verde a conquistar grande parte dos seus 20 milhões de votos. O jornalista também criticou a imprensa que, segundo ele, menosprezou o poder da web nas eleições brasileiras.

Marcelo Branco, coordenador da campanha da presidente eleita Dilma Rousseff, também concorda. “A internet foi fundamental para o segundo turno, mas antes a grande mídia dizia que a internet não tinha servido de nada nas eleições”, disse durante o 4º Seminário Internacional de Jornalismo Online (MediaOn), nesta quarta-feira (10/11), em São Paulo.

Caio Túlio explicou que a campanha da senadora usou massificamente as redes sociais, com 12 frentes de atuação: blog, Twitter, site oficial, Facebook, Orkut, Youtube, Flickr, Social Game infantil, SEO, SRM, arrecadação online e monitoramento das redes socias. O Orkut era usado para manter contato com evangélicos, o Facebook com a classe intelectualizada e o Twitter com o público mais jovem.

Como resultado, a candidata do PV se destacou no final de setembro, a frente de Dilma e Serra em número de buscas do Google. A campanha online também arrecadou mais de R$ 170 mil em doações, ofertadas por  2.899 pessoas.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Internet: marco das campanhas presidenciais

Por: Gabriella Desirée


Ninguém iria imaginar que a Internet seria o papel fundamental nessas eleições. Ela envolveu milhões de eleitores, produziu debates e em vários momentos teve papel decisivo, como a questão do aborto que foi bastante discutido no primeiro turno, que teve relevância apartir das campanhas divulgadas pela Internet e o crescimento inesperado da ex-candidata à presidência Marina Silva (PV), que levou as eleições para o segundo turno.
Outro episódio que marcou o segundo turno foi o conflito entre os partidos PSDB e PT, que por conta de uma de uma "bolinha de papel" fez com que os internautas criassem brincadeiras, charges, jogos e até um samba.
Não há dúvida alguma que a Internet teve um papel positivo nessas eleições, pois seu caráter aberto com bastante desenvoltura, oferece ao internauta um universo de informações variadas que podem ser comentadas e ampliadas.

Entrevista com a jornalista Gisele Poliana

Por: Gabriela Lobato 

Em entrevista ao blog O poder virtual, Gisele Poliana P. Silva Jornalista e assessora de imprensa fala sobre a influência que a internet tem sobre o eleitor na hora de decidir seu voto.

O poder virtual: Sabendo do crescimento do uso da internet, tanto por parte da política, e dos eleitores, qual é a sua opinião sobre o resultado do uso desta rede nas eleições?

Gisele: Eu acho que a classe que tem acesso é favorecida de certa forma, tem um estudo maior e são formadores de opinião. Não podemos dizer que o resultado é 100%, mas também não podemos descredibilizar.

O poder virtual: Na sua opinião, existe uma forma mais segura do eleitor buscar conhecimento a respeito de seus candidatos?

Gisele: Acho que tem que ser feito uma pesquisa e ela não pode ser buscada em único veículo ou fonte. Talvez buscar a opinião de pessoas que tenham credibilidade.

Entrevista com Israel Batista - eleito Dep. Distrital pelo PDT


Por: Lara Castelo Branco.

Em entrevista por e-mail ao blog Poder Virtual, o cientista político, professor e candidato eleito Dep. Distrital pelo PDT, Professor Israel Batista, fala sobre a importância da internet no âmbito eleitoral e também sobre a influência que ela pode exercer sobre os eleitores na hora de escolher o candidato que o representará no poder, nos quatro anos seguintes as eleições.

 O Poder Virtual - Dentro do contexto histórico, é possível dizer que a internet é um meio seguro de informação?

Professor Israel Batista - Como toda nova tecnologia, a Internet passa por um processo de afirmação até ser aceita socialmente como um meio seguro. Por exemplo, alguns documentos não tinham valor se gerados a partir da Internet. Hoje, com a certificação eletrônica e outros meios de validação é possível autenticar com extremo rigor. A doutrina jurídica já passou a aceitar certidões geradas pela Internet e até mesmo registros por email, como prova. Do ponto de vista da comunicação, caminha-se para um entendimento de que o emissor garante certa legitimidade à informação. Da mesma forma que acontece com o suporte impresso, por exemplo. Uma notícia de um jornal impresso pode ser tão crível quanto sua versão online, guardada as diferenças do processo de confecção que podem gerar mais ou menos erros. Mas uma notícia do jornal O Globo, por exemplo, em sua versão impressa e online, goza de maior privilégio de segurança do que qualquer notícia impressa de um pasquim apócrifo. O preto no branco não é mais garantia, em si, de autenticidade. Lembremos que a Internet é um suporte multimídia que abarca centenas de aplicações. Algumas delas já estão em elevado grau de segurança enquanto outras engatinham nesse processo, que não é uniforme para todo o conjunto.


Uma ferramenta útil, para quem sabe usar

Por: Talita Casimiro

                                                          fonte da imagem: blog clube da cultura livre                     

         Cada dia que se passa, pessoas e mais pessoas têm acesso a internet, o que de forma nítida é favorável aos candidatos que buscam desenvolver suas campanhas por meio da ferramenta que mantém milhões e milhões de pessoas interligadas ao mesmo tempo.
        Eleição é um momento de decisão, quem obtem o controle das midias sociais tem o poder nas mãos, basta saber usa-lá de forma útil.
        Marina Silva por exemplo, diante do pouco tempo que tinha na tv, tratou logo de divulgar seus sites e criar interação por meio de remissões a textos públicos em seu blog. Outra meta foi usar a internet para arrecadar doações de cidadãos, o PV foi o primeiro partido a implementar esse sistema. O que nos faz lembrar do caso Obama que, convocando as pessoas a participarem de um novo projeto político para os EUA, Obama conseguiu arrecadar metade dos cerca de 650 milhões de dólares da sua campanha em doações de menos de 200 dólares pela web.
         É válido dizer que, apesar de suas qualificações a internet não veio para desbancar as outras mídias, ela veio para agregar, para somar, tornando mais diversas nossas escolhas. Não cabe aos politicos ou quem quer que seja usar essa ferramenta para manipular, ou usar as pessoas de forma negativa, mas sabemos que não é exatamente isso que acontece. É importante sabermos suas reais intenções enquanto formadora de opinião e absorvermos aquilo que realmente vale a pena.

Olho por Olho e Dente por Dente

Fonte da foto: blog reta de vista

Por Julliana Rodrigues

A liberdade de expressão proporcionada pelo avanço da Internet mostrou seu lado obscuro nesta eleição presidencial. Há uma verdadeira guerra entre José Serra e Dilma Rouseff, contestado em redes sociais: Blogs, Twiter, Google e sites de mídias tradicionais o que resulta uma expansão de informação muito veloz para, e, entre os usuários dessas redes, ou seja, ilimitação do alcance dessas informações. Acusações sem provas tomaram o lugar do saudável debate sobre os programas de governo. Os candidatos estão mais preocupados em se acusarem do que expor propostas convincentes para a sociedade. O país merecia um debate mais amadurecido sobre seu futuro. E não esse desperdício de energias que os candidatos vêm despejando sem chegar a nenhum final.